CURSO LIDERANÇA/LIÇÃO 6 - GESTÃO DO TEMPO


“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1). “Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida e o número dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou. Deste aos meus dias o comprimento de um palmo; a duração da minha vida é nada diante de ti. De fato, o homem não passa de um sopro. Sim, cada um vai e volta como a sombra. Em vão se agita, amontoando riqueza sem saber quem ficará com ela” (Sl 34.4-6).

Já abordamos sucintamente este tema anteriormente, neste capítulo iremos estudar mais detalhadamente.

Possuir uma boa gestão do tempo é imprescindível para se alcançar bons resultados.

O líder cristão não é um gestor, mas deve desenvolver algumas habilidades de gestão, principalmente naqueles pontos que são plenamente comprometedores, como por exemplo: gestão do tempo, das oportunidades e dos recursos que Deus coloca a nossa disposição, “recursos espirituais, recursos humanos, e recursos materiais”.

Quando falamos de gestão do tempo, devemos considerar quatro pontos fundamentais.

· Organização

· Controle

· Planejamento

· Direcionamento

Todos os pontos são importantes, mas iremos nos deter no terceiro ponto que é o “planejamento”. (Mais adiante iremos estudar os demais pontos, separadamente).

A primeira questão que vem a nossa mente é: Como elaborar um planejamento?

Já mencionamos anteriormente que, o propósito do planejamento é fazer mais, em menos tempo, e com maior qualidade “perfeição”. Nunca podemos fazer tudo, e nem podemos fazer tudo ao mesmo tempo. Para isso surge a necessidade da elaboração de um planejamento. Ele funcionará como um mapa do tempo, que indicará o momento e maneira estabelecida previamente para a realização de certas atividades. Ele indicará nossos objetivos e às metas usadas para alcançá-los.

Para formularmos um planejamento não é necessário sermos um Expert no assunto. Basta seguirmos algumas etapas simples.


1. DEFINIR PROJETOS DE VIDA

Todo líder tem uma causa pela qual deve lutar. A causa do líder cristão deve ser, acima de qualquer coisa a promoção do Reino de Deus. Tudo o que eu realizar como líder, ou todos os esforços que eu empregar terão como intenção primária a Promoção do Reino de Deus:

“E tudo quanto fizerdes, seja por meio de palavras ou ações, fazei em o Nome do Senhor Jesus, oferecendo por intermédio dele graças a Deus Pai” (Colossenses 3.17).

Se o líder cristão não tem o Reino de Deus como um projeto de vida, não está habilitado para essa missão. Um projeto de vida é mais que simplesmente sonhos ou aspirações.

Podemos ter vários projetos e objetivos como líderes, mas uma única causa maior, “promover o Reino de Deus”.


2. ESTABELECER PRIORIDADES

“E, entretanto, os seus discípulos lhe rogaram, dizendo: Rabi, come. Ele, porém, lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. Então os discípulos diziam uns aos outros: Trouxe-lhe, porventura, alguém algo de comer? Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (João 4:31,32).

Estabelecer prioridades é definir aquilo que mais relevante para nós. Visando sempre a realização de nossos projetos maiores, ou mesmo o nosso projeto de vida. Se o nosso projeto de vida é o Reino, devemos priorizar as atividades do Reino acima de Tudo:

“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).

Às nossas prioridades devem ser bem definidas. Há prioridades invariáveis, que servem como um norteador para o líder cristão, e há prioridades variáveis, isso é, que são necessárias para momentos ou fases específicas do projeto. Por esse motivo existe a necessidade de um planejamento a curto, médio e longo prazo.

· O planejamento a curto prazo nos permite avalizar e estabelecer as prioridades do momento, dentro de uma determinada fase.

· O planejamento a médio prazo nos permite avaliar e estabelecer as prioridades que abrangem toda uma fase de um determinado projeto

· E, por último temos o planejamento a longo prazo que nos permite avaliar e estabelecer nossas prioridades invariáveis que nortearão o líder na realização de todo um determinado projeto.

Para refletir:

Você tem um projeto de vida? Você tem prioridades definidas? Suas prioridades estão intimamente relacionadas com seus projetos ou projeto? Não podemos estabelecer um plano se não temos uma causa.

3. ESTABELECENDO OBJETIVOS FIRMES

Os objetivos são alvos que pretendemos atingir; são os resultados que esperamos alcançar no contexto de nossas prioridades, visando nossa causa maior. Todos nós possuímos vários objetivos na vida, e ter objetivos é essencial para que possamos chegar a algum lugar. Lembrei-me de um ditado que ouvi um dia desses, “quem não tem uma causa pela qual morrer, não é digno de viver”. Se vivemos sem objetivos, temos grande possibilidade de sermos moldados pelas circunstâncias. Não podemos deixar a vida nos levar, devemos assumir a gestão dela, e uma maneira confiante de fazermos isso é estabelecendo objetivos firmes.


4. ESTABELECENDO METAS

Enquanto os objetivos são os alvos que pretendemos alcançar, às metas são os meios que iremos usar para alcançar estes alvos. As metas têm um papel fundamental em nossas conquistas. Elas tornam possíveis a realização de nossos objetivos.

A doença deste século é a depressão, e dados informam que uma de suas causas principais é a “frustação”. Frustação, geralmente ocasionada pela não realização de sonhos, projetos, objetivos. Mas porque às pessoas se frustram tanto com relação aos seus projetos? Porque faltam metas bem definidas apara alcançá-los. Os objetivos são os alvos, as metas os caminhos que nos possibilitam chegar a eles. É mais um caso do princípio “causa-efeito”. As “metas” são a causa, os “objetivos” o efeito.

Metas são sempre adaptáveis. Se percebemos que as metas embelecidas não estão surtindo os efeitos esperados, devemos substitui-las por outras melhores. Às metas devem ser discutidas e estabelecidas em grupo. Isso além de possibilitar maior envolvimento da equipe, (o que sem dúvida produzirá maiores resultados), permite ao líder economizar tempo e energia. Pois não vai precisar repassar detalhes particulares da questão.


5. ESTABELECENDO UM PLANO DE AÇÃO

Um bom plano de ação é estabelecido com base em um levantamento prévio. Isso nos permite ter uma visão panorâmica de nossa missão. Conhecer nossas vantagens e desvantagens, conhecer os pontos fortes e os pontos frágeis. Não podemos montar um plano de ação às cegas, ou com base em nossa própria intuição, isso seria arriscar demais. Uma liderança intuitiva pode acertar em muitos pontos, mas, também, corre o risco de fracassar, pois nossa intuição falha. O correto seria elaboramos um plano de ação com base em dados concretos, extraídos de fontes confiáveis. A experiência de um líder é só a experiência de um líder, mas o que a experiência de muitos líderes diz sobre uma mesma coisa, não é mais uma simples experiência, mas um fato. Fatos não são possibilidades, são realidades.

Podemos contar com a orientação do Espírito Santo em qualquer etapa de nossa missão, principalmente no que tange a elaboração de um plano de ação eficiente. Contudo, devemos lembrar que se podemos aprender algo pela observação, não necessita nos ser revelado. Nesse caso precisamos é de orientação divina para que possamos encontrar o caminho perfeito.

Quando definimos nosso projeto ou projetos de vida, nossas prioridades, nossos objetivos, metas, temos o suficiente para elaborar um plano de ação. Isso é, colocar as coisas para funcionar na prática.


6. CRIANDO UM CRONOGRAMA DE TAREFAS, DIÁRIO, SEMANAL, MENSAL

As orientações dispostas acima, são determinantes para quem deseja elaborar um planejamento eficiente. Agora, o próximo passo é fazer um breve cronograma de suas atividades, isso é, colocá-las em ordem cronológicas de acordo com sua agenda, prioridade ou necessidade. Podemos fazer uma lista de nossas atividades diárias, por exemplo, ou de nossas atividades semanais. Organizando-as dentro do tempo disponível, ou dentro da ordem das prioridades.

Vamos dar aqui um exemplo bem simplificado de como realizar um cronograma das nossas atividades de um único dia, com base nas prioridades de um líder cristão.


CRONOGRAMA DE ATIVIDADES – DOMINGO - DIA 04/11/2018

HORA DO DIA

ATIVIDADE

Das 5 às 5.30

Oração

Das 5.30 às 6h

Leitura da Bíblia

Das 6 às 6.15h

Devocional

Das 6.15 às 6.30h

Café da manhã

Das 6.30 as 7h

Preparação para ir à igreja – líder e família

Das 7.15 as 8.15h

Oração na igreja

Das 8.15 as 9.30h

Culto matutino

Das 9.30 as 10.30

Reunião com equipe – pauta “evangelismo”

Das 11 às 12 h

Almoço em casa

Das 12 às 14 h

Descanso

Das 14 às 15 h

Planejamento - semana

Das 15 as 16.30 h

Leitura dos livros – liderança eficaz, líder eficiente

Das 16 às 17.30 h

Visitas membros desmotivados– Paulo- Pedro, Raissa

Das 18 às 19 h

Tempo com a família

Das 19 às 21 h

Culto matutino

Este é apenas um exemplo simplificado de como elaborar um cronograma de nossas atividades. A ordem e o tempo das atividades podem variar de acordo às necessidades e prioridades de cada líder. Essa forma simples de cronograma pode ser bem eficaz na administração do tempo e na priorização daquilo que é realmente importante para as nossas vidas.

Quando não nos programamos, podemos deixar de lado aquelas atividades relevantes que estão fora do nosso círculo de obrigação, como por exemplo; oração, leitura bíblica e de bons livros cristãos, devocional e outros. Estas atividades são importantes para promoverem a nossa comunhão com Deus e o nosso crescimento espiritual.


7. AVALIANDO OS RESULTADOS

A avaliação dos resultados permite-nos ver de perto o nosso rendimento, isso é, nossos erros e acertos. Por mais que sejamos cuidadosos em cumprir nosso cronograma de tarefas, sempre surge os imprevistos. As coisas nem sempre ocorrem como esperado. A avaliação dos resultados nos permite ajustar as pontas soltas, os pontos frouxos e nos permite aumentar significantemente a probabilidade de acerto na próxima investida. Devemos fazer um levantamento prévio antes de elaboramos um plano, este plano estará embasado em possibilidades. No final de tudo, quando fazermos um levantamento dos resultados, teremos dados suficientes para elaboramos um próximo plano de ação mais eficiente, com mais possibilidade de acertos, e menos probabilidades de erros.

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