CURSO LIDERANÇA/LIÇÃO 5 - O POTENCIAL DO LÍDER CRISTÃO

Atualizado: Out 13


Potencial é o nosso poder de alcance; a capacidade máxima que dispomos para superar os nossos desafios, o ponto máximo que podemos chegar. Quanto maior o poder de alcance do líder, maior seu poder de conquista. Lembre-se, uma equipe sempre reflete sua liderança. Uma equipe jamais crescerá além de sua liderança. Isso significa que, se o líder é uma pessoa com grande potencial, terá condições de levar sua equipe mais longe. Isso fala tanto de resultados coletivos como de resultados individuais.

Para expandirmos nosso potencial é necessário considerarmos três pontos determinantes:

· Que não podemos tudo

· Que não somos nada

· Que temos potencial

O reconhecimento destas três verdades abrirá caminhos para inúmeras oportunidades. Não podemos tudo, mas podemos o máximo; não somos nada, mas Deus nos chamou e, portanto, nos capacitará; temos potencial e, portanto, podemos ir longe.

No âmbito natural, nosso poder de alcance como líder cristão, pode ser determinado a partir de três pontos básicos; nossa capacidade de gestão de pessoas, a maneira como lidamos com os problemas, e a maneira como encaramos a nós mesmos.

Um líder cristão não é um super-herói e nem um super-crente. Jamais deve pensar isso de si mesmo, e nem tampouco transmitir essa imagem para os seus liderados. O líder cristão é uma pessoa comum como qualquer outra, que possui suas qualidades, mas também possui suas limitações. O líder deve trabalhar o seu potencial a fim de ampliar os seus horizontes, bem como o seu poder de alcance, mas deve também ser sincero para reconhecer seus fracassos e suas limitações. Algumas experiências da vida nos promovem, outras no mínimo nos ensinam.

Quando somos sinceros conosco mesmo, reconhecendo nossas limitações, estamos dando um passo certo para expandir nosso potencial.

Jesus não teve nenhum ressentimento em confessar suas fraquezas diante dos seus discípulos, e de reconhecer a carência do companheirismo deles:

“E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se. E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui, e vigiai” (Marcos 14:33,34).

Reconhecer nossas fraquezas diante de nossos liderados, não fragiliza nossa liderança como muitos pensam, antes, pelo contrário, nos permite identificamos melhor com nosso grupo e estabelecer afinidades maiores.

O líder é um espelho para o seu grupo. E deve procurar ser na prática um exemplo de superação. A mudança que o líder deseja ver em sua equipe, deve estar refletida em seu exemplo de vida.

O líder deve reconhecer e aceitar que há uma possibilidade de fracasso, e ao mesmo tempo ter plena ciência que é possível dar a volta por cima e superar os obstáculos do dia a dia.


1. AS BARREIRAS DO CRESCIMENTO

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;” (2 Coríntios 4:8,9).

O líder deve se superar a cada dia, aproveitando ao máximo o tempo e às oportunidades (Sl 90.13). A vida nos oferta muitas oportunidades, e devemos estar atentos àquelas que são mais relevantes para a promoção do nosso crescimento espiritual e de nossa capacidade de gestão. Ninguém nasce com potencialidade plena para a liderança, esta capacidade se adquire ao longo de nossa experiência.

Valores são sempre mais importantes que coisas, e ser é sempre mais importante que ter.

Várias qualidades negativas podem dificultar o crescimento e o desenvolvimento do líder cristão:


1.1. CONFORMISMO, COMODISMO

Nem sempre estamos dispostos a enfrentar os desafios impostos pelo exercício da liderança cristã. Quando isso ocorre, o conformismo torna-se uma opção de escape. Se tudo está bem do jeito que está, para quê fazer mudanças? (Isso é o que uma mente conformada sempre pensa). Na verdade, as coisas não estão indo bem, mas a mente conformada prefere fazer vistas grossas à realidade.

O ser humano não gosta muito de mudanças, ainda mais quando se trata de pagar um certo preço por elas. Toda ação produz uma reação. Fazer mudanças abre caminho para diversas possibilidades, e o líder conformado não está disposto a correr riscos. Apesar de ser muito bom deixar as coisas bem quietinhas, evitando desgastes, é necessário fazermos algumas mudanças de vez em quando. Às vezes é necessário mudar a posição dos membros da equipe, ou ainda substituir aqueles menos produtivos. Se a questão é falta de incentivo, o líder deve suprir essa necessidade, mas se a questão é descompromisso, é necessário fazer mudanças. Se as coisas não estão funcionando como devido, pode tratar-se de um momento propício para mudanças.

No entanto, o problema nem sempre está na equipe. Às vezes a falta de resultados positivos se encontra no método. Se este for o caso, este é um bom momento para mudar a estratégia de trabalho.

Com base na fórmula aritmética podemos entender que o “produto”, é sempre o mesmo, independentemente da “ordem dos fatores”, 5+6 ou 6+5 sempre será 11. Não podemos mudar o resultado, “produto”, mas podemos mudar a estratégia “ordem dos fatores”.

1.2. O SENTIMENTO DE MESMICE

Há líderes que caem no comodismo, outros na verdade possuem um espírito de mesmice. Isso é, acham a monotonia algo plenamente normal. São inimigos da inovação. Não estão dispostos a mudar porque acham normal a passividade. Essa é a pior qualidade de liderança, se é que isso pode ser chamado de liderança. Podemos achar esse posicionamento meio estranho, mas nossas igrejas atuais estão repletas de pessoas assim. Para eles, (como diz o ditado vulgar) “tanto faz ser seis, como meia dúzia”. Geralmente são líderes sem iniciativa ou atitude, não possui objetivos bem definidos, e por esse motivo não são capazes de estabelecer metas eficazes. Essa espécie de liderança, tende a perder a sua autoridade e consequentemente sua influência no grupo o que pode ser interpretado pelo líder como rejeição, o que ocasiona o abandono da função.


1.3. O SENTIMENTO DE AUTOSSUFICIÊNCIA

Vivemos a era daquilo que eu chamo de “síndrome da autossuficiência”. O sentimento de Autossuficiência é quando a pessoa desmerece tudo o que vem de outro. Não se acha dependente de ninguém a não ser dele mesmo. Somente ele tem a melhor ideia, somente ele sabe fazer direito e assim vai. Geralmente o sentimento de autossuficiência vem acompanhado do egoísmo e egocentrismo, bem como, de uma liderança autoritária. Para essas pessoas a opinião dos outros não tem nenhum valor, e uma suposta opinião contrária é interpretada imediatamente como uma grave afronta.

Paulo exorta os filipenses: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3). Este é o verdadeiro sentimento que deve nortear a liderança cristã. O líder não somente deve se abrir para novas ideias, como também incentivar os membros da equipe a participar ativamente dos debates para formulação de estratégias e metas a serem adotadas pela equipe.

Uma liderança manchada pelo sentimento de autossuficiência, constitui um veneno mortífero, que mata e sufoca a criatividade do grupo. Sem a liberdade de expressão, as pessoas reprimem sua criatividade, o que incorrerá em falta de potencial. Isso, sem dúvida, comprometerá os resultados.


1.4. FALTA DE ENTUSIASMO NO EXERCÍCIO DA LIDERANÇA

Uma equipe sem entusiasmo é um grande desafio para o líder. Um líder sem entusiasmo é uma causa perdida. Sem dúvida, o barco naufragará. A principal causa do desinteresse dos líderes cristãos na atualidade é ocasionado pelo desvio de foco. Em outras palavras a falta de conexão com aquilo que foi designado a fazer. Se perdemos de vista o alvo principal como líderes espirituais, simplesmente não temos o porquê manter de pé as metas primárias. E se por algum motivo as mantemos, não temos qualquer interesse por elas. Daí onde surge a falta de entusiasmo e de empolgação.

O líder cristão é, ao mesmo tempo, um líder espiritual. Isso fala de uma certa disposição de equilíbrio entre vida física e espiritual. Nunca devemos supervalorizar uma, em detrimento da outra. Equilíbrio é o segredo.


1.5. FALTA DE CRIATIVIDADE

Ser criativo é ser inovador, contemplador de novas oportunidades e novos horizontes. É desenvolver métodos próprios ou adaptar outros à sua realidade e necessidade.

A criatividade evita o comodismo, a mesmice e a rotina prejudicial. O líder precisa se empenhar para desenvolver uma rotina saudável em seus liderados, mas deve evitar uma rotina desnecessária. Rotina sempre lembra hábitos. Os hábitos criam a rotina e vice-versa. Para evitar uma rotina desnecessária é preciso trabalhar os maus hábitos e desenvolver hábitos saudáveis. A criatividade agirá como um equilíbrio para os dois extremos.

Líderes criativos geralmente são líderes dinâmicos, carismáticos. Essas duas qualidades são sempre imprescindíveis.


1.6. INFLEXIBILIDADE

“Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” (1 Coríntios 9:19-22).

Inflexibilidade é a qualidade daquilo que não se dobra, que não cede de forma alguma. Líderes inflexíveis são propensos a fracassar em pequeno e médio prazo. Isto porque se desgastam muito por bem pouco resultado. Isso se dá pelo fato de não se adaptarem à novas realidades e circunstâncias, se abrirem para novas oportunidades, objetivos e metas.

Líderes inflexíveis tendem a ser mais autoritários e excessivamente dogmáticos.

Um líder deve ser meio sistemático, mas sempre com moderação, dever ser dogmático, mas ao mesmo tempo bem flexível, deve ser um cumpridor de regras, e incentivar a equipe a cumprir o protocolo, mas somente até onde os resultados estejam fluindo como esperado. Se não há resultados positivos é hora de mudar o procedimento, a estratégia, as metas. O que jamais pode mudar é o foco do líder. Um líder que muda facilmente de foco perde, com a mesma facilidade a confiança e credibilidade de sua equipe. Ninguém segue um líder que não sabe ao certo para onde vai ou que facilmente muda de direção. Podemos mudar a rota, mas nunca o destino; podemos mudar o caminho, mas nunca o alvo; podemos mudar as metas, mas nunca os objetivos; podemos ser flexíveis quando ao procedimento, mas nunca quanto aos resultados.

O líder cristão deve usar todos os recursos que estão a sua disposição para que possa crescer sempre, e para que tenha sempre o que ofertar aos seus liderados. Esta disposição agirá como uma forma de prevenção contra todos os elementos citados acima, que são potencialmente destrutivos. Um bom exemplo de recursos é resgatando alguns bons hábitos na vida, como; ler, ouvir, dialogar com Deus e com os amigos, refletir, pensar, interagir.


1.7. INDISCIPLINA

“Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (1 Coríntios 9:26,27).

Uma pessoa indisciplinada é alguém destituído de bons hábitos; que não se preocupa em cumprir as regras, que é negligente em exercitar-se e aplicar-se aquilo que é relevante, uma pessoa que não se esforça o suficiente ante a exigência de sua ocupação.

O segredo da vitória dos atletas das grandes competições, como por exemplo, “Ás Olimpíadas”, é a disciplina. Disciplina fala de exercício, aplicação, sacrifício.

A liderança Cristã impõe muitos desafios que só poderão ser superados por líderes disciplinados. A disciplina do líder cristão envolve duas áreas principais “física e espiritual”. Na área física envolve pontos como, “manter um hábito de leitura constante”; “análise minuciosa de planejamentos”, o que permite adaptações necessárias no tempo e momento certo; “manter o hábito de avaliar sempre os seus resultados”; “introspecção” reflexão que a pessoa faz sobre si mesma, sobre suas experiências; “auto avaliação”, “comunicação com seus liderados”, e “cumprir adequadamente seu cronograma de visitas”, etc. Disciplina espirituais, estão relacionadas a prática constante da leitura da bíblia “leitura dinâmica”, da oração “diálogo com Deus”, jejum, “quebrantamento, humilhação”, devoção particular, “cânticos, louvores, hinos” etc.

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