A JUSTIÇA DE DEUS EM SEU TRÍPLICE ASPECTO


INTRODUÇÃO

A justiça divina é um conceito bem abrangente. Pode em primeiro instância se referir a um atributo exclusivo, inerente da natureza justa, perfeita e imutável de Deus; segundo se referir aos padrões de Deus instituídos ou a totalidade da vontade de Deus revelada nas Escrituras “que está intimamente ligado a prática e as obras”, que é genericamente designada por “toda justiça divina” (Mt 3.15). E, terceiro referir-se a justiça posicional em Cristo; a justiça que é pela fé em Jesus, que se manifestou sem as obras da lei (Rm 3.22-24).

Apesar de a justiça de Deus ser perfeita em todos os seus aspectos, os padrões instituídos (que estão refletidos, nas regras, mandamentos e leis de Deus ao homem) apenas refletem a natureza justa de Deus, não sendo uma representação plena e total daquela, porque se o fosse todos estariam condenados diante do Senhor. A justiça perfeita de Deus não pode jamais ser vivenciada por um homem, contudo, podemos refletir a justiça dos seus padrões. A justiça dos padrões de Deus podem ser vivenciadas pelos salvos mediante a justiça que nos é outorgada em Cristo “a justiça pela fé”. Esta é uma obra de Deus sem precedentes. Em Cristo, somos feitos justos diante de Deus. Como diz Paulo aos Romanos: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Romanos 8:1). A justiça de Cristo consiste naquilo que foi predito pelo profeto Isaias quando o contemplou em sua paixão “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados (Isaías 53:5).

O termo “justiça” como referência ao ato de Deus nos tornar justos mediante fé em Jesus, é de natureza jurídica, e refere-se a uma posição conferida mediante o veredito do magistrado supremo, “Deus”. Em Cristo somos absorvidos de toda condenação e recebemos a dignidade de justos enquanto servos de Cristo.


JUSTIÇA DIVINA E OS PADRÕES DIVINOS

Deus é perfeito, justo e santo, mas o é em termos infinitamente superiores ao mais perfeito e dedicado crente. Ninguém é capaz de refletir as características de Deus de forma perfeita, pois isso significaria dizer que o homem poderia se tornar um Deus, ou que Deus poderia assumir uma dignidade inferior.

O padrão divino instituído sempre refletirá sua justiça perfeita. O padrão de Deus para humanidade reflete sua natureza perfeita, mas não em seu sentido pleno, pois a justiça divina é infinitamente superior a qualquer ato de justiça possível de ser praticado pelo homem. A justiça divina é infinitamente perfeita, enquanto o padrão de Deus leva em conta as limitações humanas. Talvez, a princípio isso pareça meio confuso e difícil de entender, contudo, este ensino se encontra refletido nas páginas das Escrituras.

Para ficar mais claro esse ensino precisamos de uma definição mais completa dos aspectos da justiça de Deus:


A justiça divina, entendida como uma característica inerente da natureza de Deus, refere-se a sua Santidade, Justiça e Perfeição, que jamais sofrerão qualquer variação. Deus é o mesmo Deus ontem, hoje e eternamente. Deus não pode deixar de ser Deus, e isso significa que Deus jamais poderá deixar de ser Justo, Santo e Perfeito.


Os padrões de Deus é a justiça prática de Deus, que busca relacionar o Criador com sua criação. Estes padrões estão refletidos em seus mandamentos, princípios e leis. Os padrões de Deus busca um equilíbrio entre um Deus perfeito e infinitamente justo, com sua criatura limitada, o homem. O padrão divino instituído busca um equilíbrio entre o infinito e finito, entre o espiritual e o físico, entre o corruptível e o incorruptível.


Ao definir seus padrões para humanidade Deus leva em conta as suas limitações. Deus não institui padrões impraticáveis, isso é, com base unicamente na arbitrariedade de sua natureza invariável. Deus é inatingível nos mais símplices aspectos: “Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1 Coríntios 1:25). “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos” (Isaías 55:8,9).


Os padrões de Deus são plenamente possíveis de serem praticados. Como diz o próprio Senhor Jesus “o meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mt 11.30) e, o apóstolo João: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados (1 João 5:3). Deus nos concede mandamentos praticáveis porque, como disse Davi “Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó” (Salmos 103:13,14). O juízo de Deus sobre a humanidade não levará em conta a sua justiça perfeita inerente de sua natureza, mas a justiça refletida em seus padrões instituídos “leis, regras, mandamentos, princípios etc.”. Contudo, mesmo tendo um caráter mais flexível, a justiça dos mandamentos, leis e regras ainda continuam a refletir a natureza perfeita de Deus, no entanto, são adaptadas às peculiaridades da natureza humana, não especificamente sua natureza caída, mais ao gênero humano como uma criatura inferior repleta de limitações de natureza física, emocional e espiritual, conforme o modelo criado por ele mesmo.


OS PADRÕES INSTITUÍDOS

Os padrões divinos refletem a sua natureza perfeita, “pois Deus não pode negar-se a si mesmo” (2 Tm 2.13), contudo, também, leva em consideração as limitações do homem “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hebreus 4:15). E levam em conta, igualmente, peculiaridades como o tempo e as circunstâncias (Alianças e dispensações). Deus tem o poder e a autoridade de mudar suas regras e mandamentos para adaptá-las às suas intenções ou planos. Na dispensação da lei, o princípio normativo era a lei de Moisés, na dispensação da graça, o Novo Testamento contém os novos padrões de Deus para o seu povo. Alguns princípios normativos são variáveis outros, no entanto, são invariáveis, isso depende muito do teor destes princípios e valores. Por exemplo, a lei mosaica surgiu sob uma circunstância especial de Deus para com o seu povo de Israel, esta lei refletia a Aliança de Deus com os patriarcas Abraão, Isaque e Israel, contudo, não em todas as suas dimensões. Com a chegada da “Nova Aliança” muitos dos princípios da lei mosaica se tornaram obsoletos, e novos princípios foram implementados, segundo o Ensino de Cristo e dos Apóstolos, sendo vivificados igualmente, cláusulas da aliança com os patriarcas, como a preservação da identidade nacional de Israel, a terra prometida ao seu povo, a justificação dos gentios e outros pontos. Deus pode mudar seu padrão dependendo das circunstâncias, em todo casos, no entanto, tais padrões “novos ou velhos” sempre refletirão a sua justiça perfeita.


Os padrões divinos podem ser definidos como a vontade prática de Deus para a vida do ser humano, reveladas nas Escrituras. A Escrituras define de maneira plena e suficiente o padrão de Deus. Se o homem os cumpre ele torna-se aceito diante de Deus.

Deus é infinitamente perfeito, Justo e Santo, e essa mesmas características são exigidas dos seus servos.


· Deus é Santo (natureza inerente) e exige que seus servos também o sejam (padrões instituídos) (Lv 20.7; 1 Pd 1.15,16).

· Deus é perfeito (natureza inerente) e exige que os seus servos também sejam perfeitos (padrões instituídos) (Dt 18.13; Mt 5.48; 1 Co 11.1).

· Deus é justo (natureza inerente) e exige que seus servos pratiquem a justiça (padrões instituídos).

· Deus é amor (natureza inerente) e exige que seus servos também amem (Jo 13.34)


A perfeição exigida por Deus sempre é depreendida de seus padrões constituídos, e não de sua natureza perfeita.


Aqueles que são fiéis em cumprir a plenitude da justiça divina refletida em seus padrões instituídos (leis, mandamentos, regras), passam a ser classificados como:

· Justos (Jó 1.8)

· Irrepreensíveis (Cl 1.22)

· Íntegros

· Sincero

· Retos


A JUSTIÇA DE DEUS EM CRISTO


Nas Escrituras Neotestamentárias encontramos um terceiro aspecto da justiça divina, a justiça posicional em Cristo, esse aspecto da justiça divina tem precedentes na teologia do Antigo Testamento (Sl 31.1,2). Essa justiça é imputada ao crente mediante a fé em Jesus Cristo. Assim como o pecado de Adão foi transferido ou imputado a todos os seus descendentes (humanidade), a justiça de Cristo é imputada a todos aqueles que creem em Jesus. Isso significa afirmar que todas as nossas imperfeições são cobertas pelo sacrifício de Jesus. Deus passa a nos aceitar em Cristo, pela fé em seu nome (Rm 8.1).


Apesar de a justiça de Cristo nos tornar aceitos e perfeitos diante do Senhor, ele ainda continua a nos avaliar com base em seu padrão instituído, e com base nesse padrão ele continua nos recebendo como justos ou simplesmente nos rejeita. Este é o aspecto prático da salvação, também chamado de santificação progressiva. Apesar de sermos justificados pela fé, e através dela nos apropriarmos da graça de Cristo, a base da salvação (Ef 2.8), somos passiveis de cairmos desta graça, mediante o abandono do padrão de Deus. Aqui entra um ponto teológico muito complexo na doutrina da salvação “o papel das obras e da fé” no processo salvífico.


Devemos concluir que a salvação nos é dada gratuitamente mediante a fé em Jesus (Ef 2.8,9), contudo, todo homem verdadeiramente salvo manifestam as boas obras de Cristo. A fé salvífica é uma fé operante. Uma fé que gera as boas obras de Cristo “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma (Tiago 2:17). A prática das boas obras em Cristo, nos identifica de forma plena com os padrões instituídos por Deus e nos torna participantes de sua justiça.

A salvação em Cristo é um convite constante a prática das boas obras (2 Ts 2.17; 1 Tm 5.10; 2 Tm 3.17; Tt 2.4; 3.1; Tt 1.16)


A justiça de Cristo é a consequência direta do amor de Deus por nós (Jo 3.16). Mesmo instituindo padrões verificáveis ou praticáveis, Deus sabia que era impossível o homem cumpri-los cabalmente, por causa de suas limitações e por causa daquilo que o sujeitou, o pecado.

O amor de Deus pela humanidade o impeliu a implementação de uma nova forma de justificação, aquela operada por ele mesmo, a “justificação de Deus em Cristo”.

Deus sabia que o homem estava vendido sob o pecado, sem condições alguma de agir positivamente em seu próprio seu favor. Todos pecaram e destituídos estavam da glória “presença” de Deus (Rm 3.23). “Destituídos da glória de Deus” era a condição de todos, e consequentemente todos tinham a mesma sorte “a morte”, “porque o salário do pecado é a morte”. A justiça de Cristo seria a única forma de resgatar o homem do poder do pecado, mudando consequentemente a sua sorte final. A justiça de Cristo propiciou novamente a comunhão com o Criador, nos concedendo o direito a vida eterna, aquilo que foi perdido no Édem. Quando o crente aceita a Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal ele é justificado, e é recebido por Deus como justo.


A MEDIDA DO JUÍZO DE DEUS

“E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia” (Gênesis 15:16).

“E nos impedem de pregar aos gentios as palavras da salvação, a fim de encherem sempre a medida de seus pecados; mas a ira de Deus caiu sobre eles até ao fim” (1 Tessalonicenses 2:16).


As Escrituras declaram que Deus é um Deus longânimo (Sl 103.8; 2 Pd 3.9), que deseja que os pecadores se arrependam dos seus pecados e sejam salvos (2 Tm 2.4). Por esse motivo ele suporta a iniquidade dos homens até um certo ponto “E suportou os seus costumes no deserto por espaço de quase quarenta anos” (Atos 13:18). A longanimidade de Deus se entende tanto aos ímpios, quanto aos justos. “Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento? (Romanos 2:4). Deus foi paciente para com os contemporâneos de Noé até que por fim sua justiça requereu o juízo; “Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água (1 Pedro 3:20). Jesus disse que Deus tolerou certos pecados do povo de Israel durante todo o período de vigência da lei judaica; “Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim” (Mateus 19:8).

Assim como o termômetro mede a temperatura das coisas em uma escala crescente e decrescente (positiva e negativa),, assim também, Deus se utiliza de um termômetro espiritual para medir o grau de espiritualidade dos homens.


Deus falou a Abraão a respeito de Sodoma: “Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito, Descerei agora, e verei se com efeito têm praticado segundo o seu clamor, que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei “Gênesis 18:20,21”. Os moradores ímpios de Sodoma haviam atingido o limite máximo da longanimidade de Deus, e agora a justiça divina exigiu que o seu juízo fosse aplicado, e este teve como consequência a destruição de todas aquelas cidades impenitentes.


O mesmo aconteceu como os contemporâneos de Noé “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração” (Gênesis 6:5,6). Deus anunciou a Noé a iminente destruição de todo ser vivente, por causa da iniquidade do homem que havia chegado no seu limite máximo. A justiça divina exigia o juízo de Deus sobre a impiedade humana. A justiça e o amor são dois atributos morais de Deus aparentemente contraditórios, contudo, eles equilibram dois aspectos importantes da natureza “sua bondade e severidade” (Rm 11.22). Seu amor não poderá ser tão expressivo a ponto de suplantar sua justiça, do mesmo modo sua justiça não poderá ser tão acentuada a ponto de suplantar o seu amor. A justiça é o ponto de equilíbrio no ser de Deus, de maneira tal que o seu infinito amor demonstrados por meio se Cristo (Jo 3.16), torna-se uma consequência de sua justiça. Deus no salva em Cristo porque ele é justo.


INSTRUMENTOS DA MEDIDA DE DEUS

As Escrituras mencionam diversas figuras para se referir a maneira como Deus mede o grau de espiritualidade dos homens.


1. O CLAMOR QUE É VINDO A MIM

“Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito, descerei agora, e verei se com efeito têm praticado segundo o seu clamor, que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei” (Gênesis 8:20,21).

Este clamor pode ser uma referência aos gritos da impiedade dos moradores de Sodoma e Gomorra que estava incomodando os ouvidos do Senhor.


2. A MEDIDA CHEIA

“E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia” (Gênesis 15:16).


“E nos impedem de pregar aos gentios as palavras da salvação, a fim de encherem sempre a medida de seus pecados; mas a ira de Deus caiu sobre eles até ao fim” (1 Tessalonicenses 2:16).

Nos tempos bíblicos existiam muitas medidas de capacidade “gômer, efa, coro, him, bato etc.”, usadas para estabelecer padrões de medidas principalmente de sementes. Estas medidas são usadas como figura para representar o ato de Deus medir a impiedade dos homens. Quando, em figura, a medida de Deus alcança sua capacidade máxima, isso é, esgota sua paciência e longanimidade, Deus entra com juízo. A medida de Deus mede tanto a impiedade de um povo, uma geração, quanto também de indivíduos, como no caso de Her e Onâ filhos de Judá (Gn 38.7,10), Uzá (2 Sm 6.7) Herodes (At 12.23) etc. Deus trabalha constituindo exemplos, tanto no sentido positivo, exemplos de fé, quanto negativo, exemplos de impiedade. “E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;” (2 Pedro 2:6), “Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno” (Judas 1:7). A respeito de faraó as Escrituras declaram “Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra” (Romanos 9:17). Esta é um questão um tanto complexa que entra para o campo da soberania divina que não pode jamais ser contestada. Paulo fala sobre os vasos da ira de Deus e os vasos da sua misericórdia preparados para seu fim específico, “E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou” (Romanos 9:22,23).


3. O PRUMO

“Mostrou-me também assim: e eis que o Senhor estava sobre um muro, levantado a prumo; e tinha um prumo na sua mão. E o Senhor me disse: Que vês tu, Amós? E eu disse: Um prumo. Então disse o Senhor: Eis que eu porei o prumo no meio do meu povo Israel; nunca mais passarei por ele” (Amós 7:7,8).

O prumo é um instrumento constituído de corpo pesado com uma alça na base, amarrado a um fio flexível, usado para verificar a verticalidade. Deus tomou o prumo em suas mão para conferir a verticalidade espiritual do povo de Israel, tendo como base o seu padrão constituído “a lei de Moisés”.


4. A BALANÇA

“TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta” (Daniel 5:27)

As Escrituras declaram que Deus abomina balanças injustas (Pv 11.1; Pv 20.23), isso porque Deus é um Deus justo e quando decide pesar as obras dos homens em sua balança ele usa padrões justos.


5. MORMO, FRIO, QUENTE

“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca” (Apocalipse 3:15,16)

Deus avalia a espiritualidade dos seus servos baseados em padrões de temperatura. Segundo alguns especificações que exemplifica a temperatura da água, podemos definir cada estágio da seguinte forma:

A. ÁGUA FRIA

A água é considerada fria quando ela está entre 27° e 30°.

B. ÁGUA MORNA

A água é considerada morna quando sua temperatura é de 32° a 50°.

C. ÁGUA QUENTE

A água é considerada quente quando ela ultrapassa os 60°.[1]

CONCLUSÃO

Podemos usar essa exemplificação acima para uma autorreflexão. Em que estágio situamos nossa vida espiritual. Se a nossa vida espiritual se encontra entre os 27 e 30°então somos classificados diante de Deus como “frios”, se nos situamos entre os 32 e 50° então somos “mornos”, e se nos situamos acima dos 60° então somos “quentes”. Deus se apraz daqueles que são quentes, e pode suportar os frios, mais aos mornos “ele vomitará de sua boca”.

  1. [1]https://www.diaadialavanderia.com.br/qual-tipo-de-roupa-nao-posso-lavar-com-agua-quente/

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