MORDOMOS DE DEUS


Introdução

Jesus foi um mestre por excelência. Seus métodos de ensino lhe eram na maioria peculiares. O ministério terreno de Jesus durou cerca de três anos e meio e este tempo foi praticamente ocupado com o ensino da Palavra de Deus. Dente os métodos de ensino adotados por Cristo, a parábola se destaca de forma especial. Parábola significa “colocar coisas lado a lado”, isso é: ensinar algo desconhecido, por aquilo que é conhecido, é uma comparação de coisas. Muitos dos aspectos do Reino espiritual de Cristo foram revelados por meio de parábolas (cf. Mt 13). No entanto, em se tratando de parábolas de Jesus deparamo-nos com um pequeno problema; muitas de suas parábolas não foram interpretadas e por isso para conhecermos seu sentido exato é necessário apelarmos para algumas regras básicas que devem ser levadas em conta na interpretação desta figura de linguagem.

A parábola dos talentos não foi por Jesus interpretado, portanto para conhecermos a mensagem original implícita precisamos considerar algumas questões básicas.

Por estar inserida no contexto do sermão profético de Cristo, podemos primeiramente presumir que sua mensagem essencial é de cunho profético ou escatológico.

Alguns eruditos modernos acreditam que toda a coleção de ensinamentos encontrados em Mateus 24,25 conhecido como Sermão Profético, refere-se essencialmente a Israel e não a igreja, portanto a mensagem da parábola é dirigida a nação de Israel. Daí, já temos as bases fundamentais para aplicarmos exegeticamente a mensagem da parábola.

No entanto, nossa aplicação aqui, não levará em consideração estes princípios, pois iremos contextualizar a aplicação, isso é aplicando as verdades da parábola à realidade ou ao relacionamento presente de Deus com sua Igreja. Não se trata de uma aplicação exegética, mas de uma aplicação contextualizada ou à realidade atual.

Algumas personalidades e elementos aparecem nessa parábola constituindo sua base central. Analise o texto (Mateus 25.14-30)

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Porque é assim como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens: a um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade; e seguiu viagem.

O que recebera cinco talentos foi imediatamente negociar com eles, e ganhou outros cinco; da mesma sorte, o que recebera dois ganhou outros dois; mas o que recebera um foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.

Ora, depois de muito tempo veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.

Então chegando o que recebera cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.

Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

Chegando também o que recebera dois talentos, disse: Senhor entregaste-me dois talentos; eis aqui outros dois que ganhei.

Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

Chegando por fim o que recebera um talento, disse: Senhor, eu te conhecia, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste, e recolhes onde não joeiraste; e, atemorizado, fui esconder na terra o teu talento; eis aqui tens o que é teu.

Ao que lhe respondeu o seu senhor: Servo mau e preguiçoso sabias que ceifo onde não semeei, e recolho onde não joeirei?

Devias então entregar o meu dinheiro aos banqueiros e, vindo eu, tê-lo-ia recebido com juros.

Tirai-lhe, pois, o talento e dai ao que tem os dez talentos.

Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.

E lançai o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.

Abaixo faremos uma exposição dos principais pontos que os servos deveriam considerar sobre a questão dos talento, da administração e do próprio senhor deles.

Deveriam considerar sobre o talento.

  1. Que se tratava de bens alheios, o senhor lhes havia entregado apenas a responsabilidade de administração.

  2. Que se tratava de uma quantia enorme, portanto a responsabilidade era grandíssima.

  3. Que os talentos lhes fora dado segundo a capacidade de cada um, isso significa que:

  • Todos receberam talentos, o que recebeu menos recebeu um.

  • Ninguém poderia alegar incapacidade na administração, pois apesar de não serem extraordinários administradores eram capazes de administrar o que recebeu.

  • Ninguém poderia acusar seu senhor de cometer acepção de pessoas por considerar capaz de administrar mais do que havia recebido, se fosse verdade deveria provar isso através da administração do que recebera.

Deveriam considerar sobre a Administração. “O sucesso da administração dependeria de alguns fatores”

  1. Deveriam apreender a administrar o tempo

  2. Deveriam aprender a aproveitar todas as oportunidades

Deveriam considerar sobre o seu senhor.

1. Que ele era fiel é sua Palavra

  • Se ele disse que regressaria poderia estar certo que ele o faria

2. Que ele era imprevisível

  • Poderia voltar a qualquer momento e exigir a prestação de contas

3. Que ele era justo, mas ao mesmo tempo rígido

  • Sendo justo poderiam descansar na promessa de que seus esforços seriam recompensados

  • Sendo rígido poderiam estar certos de que haveria uma prestação de contas, que essa prestação de contas imparcial.

Conclusão

As verdades encontradas na parábola dos Talentos confrontam-nos com a realidade de que Deus constitui mordomos de nossa própria vida e de tudo que a cerca. Nada na verdade nos pertence, somos apenas administradores. Um dia compareceremos diante do Senhor para prestar contas dessa administração. Portanto devemos estar atentos ao que nos ensina o Senhor por intermédio desta parábola. O crente não deve jamais perder de vista seu foco primordial, a obra de Deus.