AS ARMAS DA NOSSA MILÍCIA


INTRODUÇÃO

Esta história se desenvolve num dos períodos mais críticos do povo de Israel. A Teocracia de Israel havia sido substituída pela monarquia. Saul, o primeiro rei do sistema monárquico, reinava naqueles dias.

O reinado de Saul, (o primeiro da história de Israel) estava vulnerável, por causa da sua imprudência e desobediência a Deus. Os filisteus, velhos inimigos, vizinhos de Israel, aproveitando a vulnerabilidade do reino faziam guerras em suas fronteiras, a fim de recuperar a autoridade sobre algumas cidades e do próprio povo de Deus, como ocorreu nos tempos do juízes.

O contexto crítico que vivia o povo de Israel naqueles dias reflete a presente condição espiritual do crente. Vivemos espiritualmente num campo de batalha. A guerra simboliza as adversidades, angustias, sofrimentos, escassez.

O momento para Israel era crítico, mas, sem dúvida não esperavam por aquela surpresa: o gigante Golias. Golias era um homem incomum. Além de sua grande estatura, Golias era guerreiro experiente, dotado de grande habilidade de guerra, além do mais trazia um apetrecho de guerra que intimidava qualquer pessoa. Golias simboliza nosso arqui-inimigo, Satanás. As vezes somos confrontados por situações e circunstâncias tão difíceis que somos coagidos a recuar. A intenção de Satanás ao nos afrontar é nos intimidar, produzir em nós o espanto e o temor. A fim de que recuemos, e humilhados aceitemos suas imposições e mazelas.

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1.O SIMBOLISMO DA GUERRA E DE GOLIAS

A. A Guerra simboliza as adversidades, angústias, sofrimentos, escassez.

O período de guerra para uma nação, é um dos períodos mais tristes. Nas Escrituras encontramos relatos de diversas guerras. A maioria delas estão ligadas ao Povo de Israel. Cada experiência de guerra constituía uma experiência particular. Elas traziam, no entanto, algo em comum: sofrimentos, angústias, escassez, e o pior de tudo; deixavam marcas e vergonhas eternas. Porém, apesar de todas as consequências negativas, elas deixam algo especial. A superação, o heroísmo, o amor e apego as virtudes e tradições, o apego ao nacionalismo, que incluía conversão a Deus. Sempre quando Israel se via oprimido pelos inimigos, por abandonar a fé no Deus de Israel, eles clamavam e Ele, se convertiam dos seus maus caminhos e Ele o livrava. Um avivamento acometia toda nação e eles se voltavam para o verdadeiro Deus.

Na experiência cristã, as guerras, que simbolizam as provações, sempre traz também efeitos positivos, que resultam em frutos à experiência espiritual.

Jesus disse: “Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). Nossa paz está em Cristo; no mundo teremos tribulações e angústias. Deus, no entanto, não nos deixa sós no mundo, ele peleja conosco, e faz com que essas provas redundem em experiências para nossas vidas. O ouro se purifica no calor do fogo. O crente se purifica no calor das provações.

A. Golias simboliza nosso arqui-inimigo, Satanás.

Podemos dizer que Golias era uma figura típica do próprio Satanás. Ele possuía vários de seus aspectos exteriores. Se tratava de um homem de uma estatura fenomenal, de uma força e bravura incomum. Estas qualidades, associados aos seus poderosos apetrechos de Guerra, o tornava imbatível, invencível o que causava espanto, medo em qualquer pessoa. Às vezes, em nossa milícia cristã, nos deparamos com problemas, dificuldades, provações que parecem insuperáveis, que nos intimidam e nos deixa pra baixo. Na experiência cristã, as vezes parece que estamos lutando contra um gigante imbatível. Paulo escrevendo aos efésios diz: “...pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestes” (Ef 6.12). Nessa vida, nossa luta contra o reino das trevas é constante.

2. O PERFIL DE GOLIAS

  • Media 6 côvados e 1 palmo de altura. (Cerca de 2,98 metros aproximadamente). O côvado era uma medida linear antiga que variava entre 45 e 53 cm; da ponta do dedo médio ao cotovelo. O côvado de 45 cm era considerado um côvado comum, enquanto que o côvado de 53 cm era chamado de côvado maior. Um palmo media 22 cm aproximadamente. Somando pelo côvado menor de 45 cm e um palmo, Golias media cerca de 2,92 metros.

  • Era um guerreiro experiente, perito em batalhas (v 17,26,33).

Golias não era somente um homem gigante. Era um guerreiro valente desde sua mocidade. Era perito na guerra, ninguém se assemelhava a ele.

  • Era o herói filisteu, idolatrado por suas conquistas (v 51b).

Golias era aclamado como um grande herói filisteu. Dele se esperava nada menos que a vitória em qualquer batalha. Ele havia se tornado orgulho nacional dos filisteus.

3. A ARMADURA DE GOLIAS (acessórios)

A armadura de um guerreiro dos tempos bíblicos era composta por 6 acessórios básicos. Espada, escudo, capacete, couraça, lança, sandálias, cinto. Golias estava equipado com todas elas.

  • Capacete de bronze (v 5).

  • Uma couraça de bronze que pesava 57 k aproximadamente (v 5).

  • Pés protegidos por uma sandália de bronze (v 6).

  • Escudo de bronze (v 6).

  • Lança “somente o ferro da lança pesava cerca de 7 k” (v 7).

  • Espada (v 45,51).

Um guerreiro de uma altura incomum, com tantos apetrechos de guerra, parecia imbatível, e na verdade o era. Essa era, sem dúvida, a imagem que os inimigos de Israel queria transmitir; imbatibilidade, invencibilidade.

Às vezes temos a tendência de observar as coisas pela ótica comum, e as vezes isso ofusca o verdadeiro sentido e origem das coisas. O gigante Golias não era um simples homem; era um gigante. Seus apetrechos de guerra e suas habilidades bélicas o tornava simplesmente invencível. Na ótica de um soldado comum, ele era um fenômeno. Um soldado comum, munido de uma armadura comum de guerra, era insuficiente diante de um monstro como aquele gigante.

Para vencer o gigante era necessário alguém que simplesmente não visse as coisas pela mesma ótica dos guerreiros comuns. Alguém que aplicasse meios diferentes para obter uma vitória. Em outras palavras, alguém que estava acostumado a lidar com situações incomuns. Este homem era Davi.

Davi não era guerreiro; era pastor de ovelhas; mas havia lidado com situações inusitadas, “então disse Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; e vinha um leão e um urso e tomava uma ovelha do rebanho, e eu saía após ele, e o feria, e a livrava da sua boca; e, levantando-se ele contra mim, lançava-lhe mão a barba, e o feria, e o matava. Assim, feria teu sevo o leão como o urso; assim será este incircunciso filisteu como um deles; porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo” (v 34-36).

Em nossa batalha contra o inimigo, as armas de nossa milícia comum são fúteis. É necessário irmos além, e apelarmos para as armas espirituais de Deus. Davi disse “tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão; e ferir-te-ei, e te tirarei a cabeça, e os corpos do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves do céu e as bestas da terra; e toda terra saberá que há Deus em Israel. E saberá toda está congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão” (v 45-47)

4. AS ARMAS DE DAVI

A. O cajado na mão “autoridade” “ousadia”

O cajado era um instrumento de uso do pastor de ovelhas. Era multifuncional, mas suas duas principais funções era o trato com a ovelha e intimidar os animais ferozes. Portanto seu símbolo principal é a autoridade e ousadia.

B. Seixos do ribeiro “transparência”.

Os seixos, geralmente esbranquiçados simbolizava a transparência da vida de Davi.

C. O alforje de pastor. Sacola, feita geralmente de couro, para conduzir provisões durante apascentamento.

O alforje de pastor continha as provisões básicas: água, pão, e azeite para usar nas feridas dos animais. O alforje simbolizava o Espírito Santo na vida de Davi.

D. funda. Instrumento feito de um pedaço de couro e de duas cordas, com que se lançam pedras ou balas. Para acertar o alvo com uma funda o lançador deveria ter muita perícia e habilidade. A funda simboliza a diligência e prudência de Davi.

CONCLUSÃO

O propósito principal da afronta de nosso arqui-inimigo é nos intimidar e fazer-nos recuar. As vezes os problemas tornam-se tão imbatíveis, quanto parecia o gigante Golias aos olhos dos soldados Israelitas. Para vencê-los é necessário olharmos pela ótica divina, munir-se de suas armas espirituais, e ir a batalha. O segredo da vitória sobre o inimigo consiste em quatro passos. Prontidão para o combate; a escolha da arma apropriada; descobri o ponto vulnerável do inimigo e ir ao combate.


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